Conhecer e dar a conhecer. A meta e o caminho ate cortá-la. No entanto nem sempre vemos desta forma, por vezes conhecer e dar a conhecer torna-se um vicio, uma ambição apaixonada, um ciclo, fazendo-nos esquecer que existe uma meta. Somos colocados numa vida em que somos apenas vitimas do tempo, na sua sucção em espiral até que uma vida vulnerável, como é a de um ser humano, não aguenta e é levado para o seu centro onde a inevitável e supostamente indesejada mudança de vida nos espera, a excelência do fatalismo e quebra de rotina, a morte.
Nisto, perdidos num caminho cíclico, desejamos e efectivamente conhecemos outros indivíduos, na esperança de redescobrir a nossa personalidade e encontrar a cura à nossa vagarosa mas terminal doença Neste contexto percebemos gradualmente que a nossa cura e a nossa doença são a mesma coisa. E quando a esperança pertencer ao passado juntamente com tudo o que foi a nossa vida, vamos ter a epifania de vida e perceber que fomos desafiados, enganados e destruídos por nós próprios, fazendo-nos acreditar que estávamos a tentar redescobrir-nos, quando não passámos de tentar mudar aquilo que já descobrimos mas não aceitamos. Percebemos que o nosso problema não é um problema, mas sim uma parte de nós, e que não o devíamos ter tentado resolver, devíamos sim tê-lo vivido, ou pelo menos aperceber-mo-nos que foi isso que fizemos.