Aliciado e semi-satisfeito num êxtase mergulhado em hormonas emergentes no calor de todo aquele ambiente tão pessoal e agradavelmente pesado. Hipnotizado, querendo a realidade que sinto. Quero sentir o cheiro...o sabor. Não quero só satisfazer o desejo, quero saboreá-lo, cada momento...cada toque...Faço-me cúmplice no jogo de sedução mútuo. Sinto-me como o sedutor e o seduzido. Somos guiados pela demanda, na altura, imperativa. Satisfazer o desejo. Concretizá-lo. Para isto sintonizamo-nos, criamos a empatia pessoal mais forte que se pode criar com alguém. As palavras transformam-se em gestos, gestos mágicos, sinais. Sinais completamente perceptíveis, que denunciam um pedido, ou até uma investida. Sincronização ardente.
Dançamos naquela harmonia pura, numa simbiose sensorial e emocional. O prazer sexual e o amor mostram-se como dois químicos que quando juntos, fazem desaparecer todo o mundo à volta. Nada mais interessa, nada mais existe. Só aquele momento, só aquele prazer, só aquele amor...só ela. Só nós.
14 de Abril de 2010
Não me passa pela cabeça apagar! mais uma vez...identificas-te com o texto, e eu identifico-me com o teu comentário. Sim o autocontrolo é muito importante, mas aqui queria mesmo mostrar o extremo. Porque uma pessoa tem de ter em vista o extremo, percorrer um pouco entre cada extremo, senão ficamos estagnados no meio, e a vida, que é a única coisa que nos liga a isto tudo que conhecemos, passa a ser um aborrecimento insuportavel. Eu sei, e tu ainda muito mais, o que isso é. O quão horrível é. Sabes bem meu puto! Abraço!
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