O ser humano é um ser cujo combustível de vida consiste
em objectivos. Um individuo não desiste da sua vida enquanto tiver um objectivo
alcançável através de algum meio suportado a
nível de força de vontade e espírito. Ou seja, sem propósito, não somos mais
que corpos ambulantes a fazer the one-way
ride para uma morte certa tornada enigmática apenas pela sua hora, de uma vida
vazia, um desaparecimento físico do que outrora foi espiritual, emocional pelo menos.
Na ânsia de pesquisar um
objectivo de vida, chegamos à conclusão que a perfeição é a base de todos os
objectivos. Queiramos fazer o que seja, o nosso objectivo é ser perfeito, é ser
perfeito a fazer algo, nalguma área, ser perfeito de alguma forma. Obter pontuação máxima nos desafios da vida.
Tudo
isto nos leva a um problema, angústia. Graças ao facto de desejarmos tudo, nada
nos satisfaz, nada que não seja tudo, é pouco. Esta criação de padrões tão
elevados levam-nos a angustiar a vida por não termos aquilo que queremos. É
necessário chegar à conclusão que se calhar o problema está naquilo que
queremos, nos nossos desejos utópicos. Imaginando que os nossos desejos são
problemas que queremos resolver, qual a melhor maneira de resolver um problema?
É dividi-lo em sub-problemas, e tentar resolvê-los incrementalmente, em que a
dificuldade de resolver cada sub-problema é menor do que resolver o problema
por inteiro. Desta forma criamos pequenas metas, pequenos objectivos, pequenos
desejos, mais fáceis de passar, atingir, e satisfazer, um a um, cuja recompensa
é muito mais substancial do que a angustia de não atingir o utópico objectivo.
No lugar de tentar saltar para conseguir lá chegar, subo os degraus um a um até
chegar lá em cima.
Toda
esta forma de pensar pode ajudar a resolver alguns dos nossos problemas
pessoais, mas principalmente ajudam a que um individuo viva de uma forma
mentalmente saudável, orgulhoso de si próprio, com o olhar posto no futuro e as
mãos no presente, planeando a vida e sujeitando-se mesmo assim às surpresas que
esta lhe reserva, sejam elas boas ou más. Por outro lado, os seus objectivos
antes inatingíveis mudam, e passamos não
a querer ter aquilo que não temos, mas a querer aquilo que já conseguimos ter e
atingir. Os objectivos guiam as acções, e as acções moldam os objectivos, pois
estes não se traduzem em ter uma vida perfeita, mas sim em viver no espaço
comum entre o que queremos, e o que temos, sem que nunca, secretamente, larguemos
a ambição de ter mais, pouco a pouco, objectivo a objectivo, degrau a degrau.
Enquanto há vida há esperança, há esperança de chegar ao topo, e trazer quem
for possível trazer, porque se chegarmos ao topo sozinhos, vamos querer voltar
a descer, no medo de viver até que a morte nos consuma na sua pior forma,
solidão.
A ansiedade de querer ser mais e melhor é saudável, temos é de ter em conta que por vezes essas metas escandalosas desviam-nos de alguns caminhos que gostaríamos de percorrer, as pequenas metas como referes dão a possibilidade de controlar-mos melhor esses mesmos caminhos.
ResponderEliminarGostei muito da forma deste teu texto, é fácil de nos identificarmos, esclarecedor e sentido.
Parabéns!
Parece-me que percebeste bem o que quis transmitir. Assim é possível fazer pequenas concretizações de vida que nos deixam muito mais orgulhosos de nós mesmo, sem que deixemos de ansiar sempre por mais.
EliminarObrigado Anónimo! ;P
*controlarmos ;)
ResponderEliminar