Conhecer e dar a conhecer. A meta e o caminho ate cortá-la. No entanto nem sempre vemos desta forma, por vezes conhecer e dar a conhecer torna-se um vicio, uma ambição apaixonada, um ciclo, fazendo-nos esquecer que existe uma meta. Somos colocados numa vida em que somos apenas vitimas do tempo, na sua sucção em espiral até que uma vida vulnerável, como é a de um ser humano, não aguenta e é levado para o seu centro onde a inevitável e supostamente indesejada mudança de vida nos espera, a excelência do fatalismo e quebra de rotina, a morte.
Nisto, perdidos num caminho cíclico, desejamos e efectivamente conhecemos outros indivíduos, na esperança de redescobrir a nossa personalidade e encontrar a cura à nossa vagarosa mas terminal doença Neste contexto percebemos gradualmente que a nossa cura e a nossa doença são a mesma coisa. E quando a esperança pertencer ao passado juntamente com tudo o que foi a nossa vida, vamos ter a epifania de vida e perceber que fomos desafiados, enganados e destruídos por nós próprios, fazendo-nos acreditar que estávamos a tentar redescobrir-nos, quando não passámos de tentar mudar aquilo que já descobrimos mas não aceitamos. Percebemos que o nosso problema não é um problema, mas sim uma parte de nós, e que não o devíamos ter tentado resolver, devíamos sim tê-lo vivido, ou pelo menos aperceber-mo-nos que foi isso que fizemos.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Tudo? Nada? Whatever… sozinho é que não
O ser humano é um ser cujo combustível de vida consiste
em objectivos. Um individuo não desiste da sua vida enquanto tiver um objectivo
alcançável através de algum meio suportado a
nível de força de vontade e espírito. Ou seja, sem propósito, não somos mais
que corpos ambulantes a fazer the one-way
ride para uma morte certa tornada enigmática apenas pela sua hora, de uma vida
vazia, um desaparecimento físico do que outrora foi espiritual, emocional pelo menos.
Na ânsia de pesquisar um
objectivo de vida, chegamos à conclusão que a perfeição é a base de todos os
objectivos. Queiramos fazer o que seja, o nosso objectivo é ser perfeito, é ser
perfeito a fazer algo, nalguma área, ser perfeito de alguma forma. Obter pontuação máxima nos desafios da vida.
Tudo
isto nos leva a um problema, angústia. Graças ao facto de desejarmos tudo, nada
nos satisfaz, nada que não seja tudo, é pouco. Esta criação de padrões tão
elevados levam-nos a angustiar a vida por não termos aquilo que queremos. É
necessário chegar à conclusão que se calhar o problema está naquilo que
queremos, nos nossos desejos utópicos. Imaginando que os nossos desejos são
problemas que queremos resolver, qual a melhor maneira de resolver um problema?
É dividi-lo em sub-problemas, e tentar resolvê-los incrementalmente, em que a
dificuldade de resolver cada sub-problema é menor do que resolver o problema
por inteiro. Desta forma criamos pequenas metas, pequenos objectivos, pequenos
desejos, mais fáceis de passar, atingir, e satisfazer, um a um, cuja recompensa
é muito mais substancial do que a angustia de não atingir o utópico objectivo.
No lugar de tentar saltar para conseguir lá chegar, subo os degraus um a um até
chegar lá em cima.
Toda
esta forma de pensar pode ajudar a resolver alguns dos nossos problemas
pessoais, mas principalmente ajudam a que um individuo viva de uma forma
mentalmente saudável, orgulhoso de si próprio, com o olhar posto no futuro e as
mãos no presente, planeando a vida e sujeitando-se mesmo assim às surpresas que
esta lhe reserva, sejam elas boas ou más. Por outro lado, os seus objectivos
antes inatingíveis mudam, e passamos não
a querer ter aquilo que não temos, mas a querer aquilo que já conseguimos ter e
atingir. Os objectivos guiam as acções, e as acções moldam os objectivos, pois
estes não se traduzem em ter uma vida perfeita, mas sim em viver no espaço
comum entre o que queremos, e o que temos, sem que nunca, secretamente, larguemos
a ambição de ter mais, pouco a pouco, objectivo a objectivo, degrau a degrau.
Enquanto há vida há esperança, há esperança de chegar ao topo, e trazer quem
for possível trazer, porque se chegarmos ao topo sozinhos, vamos querer voltar
a descer, no medo de viver até que a morte nos consuma na sua pior forma,
solidão.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Somos definidos pelo que fazemos
Os nossos avos, os nossos pais, os 'cotas', são preciosas pérolas de memórias da vida. Como tais, merecem um respeito único. Pois, ao contrário de nós, não somente aprenderam a teoria da vida, como fizeram, refizeram e interiorizaram a sua prática, a experimentação. E nesta última está o conteúdo 'vital' no seu sentido literal. Nós jovens sabemos as palavras todas, as definições, as teorias, que tanto dão que escrever e discutir. Mas nenhum conhecimento está livre de ficar obsoleto, na verdade tudo o que aprendemos se torna obsoleto, pois a vida contradiz-nos a toda a hora. E quando achamos que temos uma arma que nos faz invencíveis, somos lançados para um tiroteio armados com uma faca. E por isso, muito frequentemente, somos derrotados, porque só estamos preparados ate ao instante em que ficamos de caras com a situação. Nessa altura é a lei da sobrevivência, e quando acabarmos teremos aprendido um pouco com a derrota, e dar-nos-emos conta que não percebíamos absolutamente nada sobre o assunto. Se não vivermos, não sabemos nada. Sem prática, a teoria é inútil. Resumindo e aprendendo: nunca te aches suficientemente preparado, parado à espera que o tempo traga a maldita situação. A preparação é mais que saber para sobreviver, é viver para saber. É experimentar pouco a pouco, e não ficar à espera, à espera que o tempo resolva os problemas aos quais a cobardice nos faz virar costas.
O medo de falhar é paralisante, sem dúvida. Mas o arrependimento será muito mais perturbador e consumir-nos-à para sempre. E cada oportunidade perdida será uma folha que cai da árvore da vida, folhas que caem uma a uma, umas mais fortes que outras duram mais tempo, mas ao ver as outras cair, sabem que cairão também. E essa árvore viverá apenas para morrer, e ao cair da última folha, no último suspiro não sentirá mais nada senão o arrependimento de tudo aquilo que não fez, daquilo que não viveu, sabendo que vai morrer sem nunca ter vivido, mesmo tendo tido oportunidade de o fazer. É preciso acreditar para tentar, é preciso tentar para conseguir, é preciso conseguir para saber, é preciso saber para viver e ser feliz. E quando também formos velhos teremos filhos e netos a quem poderemos contar histórias, histórias das oportunidades que aproveitámos e da vida que orgulhosamente vivemos.
O medo de falhar é paralisante, sem dúvida. Mas o arrependimento será muito mais perturbador e consumir-nos-à para sempre. E cada oportunidade perdida será uma folha que cai da árvore da vida, folhas que caem uma a uma, umas mais fortes que outras duram mais tempo, mas ao ver as outras cair, sabem que cairão também. E essa árvore viverá apenas para morrer, e ao cair da última folha, no último suspiro não sentirá mais nada senão o arrependimento de tudo aquilo que não fez, daquilo que não viveu, sabendo que vai morrer sem nunca ter vivido, mesmo tendo tido oportunidade de o fazer. É preciso acreditar para tentar, é preciso tentar para conseguir, é preciso conseguir para saber, é preciso saber para viver e ser feliz. E quando também formos velhos teremos filhos e netos a quem poderemos contar histórias, histórias das oportunidades que aproveitámos e da vida que orgulhosamente vivemos.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Caos
Nascido do nada, recebido pelo mundo, crescendo no tudo limitado. Aprendendo nos limites, vivendo nos limites...eles são reconfortantes. A sua existência dá-me uma segurança emocional enorme. Olho pela janela e vejo um caos lá fora. É assustador, mas apetecível também. A curiosidade guia-me para lá, ela quer-me lá fora. Mas sou ensinado a não sair, só quando estiver preparado, ou quando tiver a força para me libertar. Para me libertar dos limites, da segurança, para o caos...
É nesta altura que aprendo, que vivo...inconscientemente tomo partido numa caminhada por entre entidades, desafios, acontecimentos...aquilo a que chamamos vida. Peço licença ao mundo para caminhar sobre ele, para o viver...e eu ofereço a minha presença, as minhas acções. Faço um acordo com ele. Ele dá-me caminho para eu dar as minhas passadas, eu certifico-me que deixo um rasto, ou pelo menos tento...
Deparo-me com obstáculos e contra-tempos, vejo-me a falhar, caminho e atrás de mim vai uma brisa de vazio. Os meus pés levantam o pó, que cai exactamente no mesmo sitio. Os dias passam por mim, um a um. Só me apercebo quando tudo se torna automático, numa sequência de derrotas.
Mergulhado na miséria que criei, olho para trás e lembro-me de tudo o que fiz. Isto é que é liberdade? A liberdade estava dentro daqueles limites...que me protegiam do caos...
A liberdade tem de ser merecida e trabalhada. Aquele caos lá fora é propositado, é o teste que prova quem está preparado para a vida. Não esperes que a vida seja extraordinariamente boa...ou verdadeiramente horrível, ela é o que fazemos dela. Não esperes um pão duma migalha, nem uma fortuna por um dia de trabalho. É possível....afinal de contas, tudo isto é um caos. Mas e se pegares nesse caos e fizeres algo com ele? E se substituíres a sorte pela recompensa? A fortuna pela preparação do futuro? A estagnação pela acção? Esta miséria por uma vida a sério...feita por ti mesmo. O teu caos organizado.
29 de Abril de 2010
É nesta altura que aprendo, que vivo...inconscientemente tomo partido numa caminhada por entre entidades, desafios, acontecimentos...aquilo a que chamamos vida. Peço licença ao mundo para caminhar sobre ele, para o viver...e eu ofereço a minha presença, as minhas acções. Faço um acordo com ele. Ele dá-me caminho para eu dar as minhas passadas, eu certifico-me que deixo um rasto, ou pelo menos tento...
Deparo-me com obstáculos e contra-tempos, vejo-me a falhar, caminho e atrás de mim vai uma brisa de vazio. Os meus pés levantam o pó, que cai exactamente no mesmo sitio. Os dias passam por mim, um a um. Só me apercebo quando tudo se torna automático, numa sequência de derrotas.
Mergulhado na miséria que criei, olho para trás e lembro-me de tudo o que fiz. Isto é que é liberdade? A liberdade estava dentro daqueles limites...que me protegiam do caos...
A liberdade tem de ser merecida e trabalhada. Aquele caos lá fora é propositado, é o teste que prova quem está preparado para a vida. Não esperes que a vida seja extraordinariamente boa...ou verdadeiramente horrível, ela é o que fazemos dela. Não esperes um pão duma migalha, nem uma fortuna por um dia de trabalho. É possível....afinal de contas, tudo isto é um caos. Mas e se pegares nesse caos e fizeres algo com ele? E se substituíres a sorte pela recompensa? A fortuna pela preparação do futuro? A estagnação pela acção? Esta miséria por uma vida a sério...feita por ti mesmo. O teu caos organizado.
29 de Abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
És como te vejo?
Como me vês? Ver...ver fornece-te aparências, não ilumina existência, nem responde às questões que inconscientemente mais te interessam. Aparências podem ser enganadoras...facilmente um olhar vazio é confundido com um outro detentor de significado de certa forma misterioso, até místico. Defendido pela fria e útil forma de manipulação emocional.
Estou certo que não, o que tu vês nunca poderá ser tal e qual o que sou. Talvez na tua perspectiva sim, sou um puzzle completo e montado, não pensas necessária a interacção mais esforçada, o desafio. A minha forma de pensar e ver o mundo são inevitavelmente diferentes das tuas. As tuas percepções cognitivas nunca serão como as minhas. Diferente mundo, circunstâncias, influências, pessoas. Consciências distintas.
O máximo, e o melhor que podes fazer é esforçar-te para resolver o enigma aparentemente inexistente. Procura o que te parece não existir. O mundo, e principalmente as pessoas estão cobertas de "capas", mascaram o seu íntimo numa rotina real e mental. Ser subestimado, por vezes bastante útil, e na maior parte das vezes o mais interessante. Como o desconhecido é apetecível.
Entrar no íntimo de alguém pode parecer difícil...mas basta mudar a forma como vês exactamente tudo, o que sentes. Moldar-te à individualidade alheia. Invadir a psique de outro.
Não há nada que te instrua mais sobre ti próprio como a "invasão emocional" que podes abater sobre outro, seja de que forma for. A capacidade visual abstracta serve perfeitamente o propósito, quando bem usada. É tentador, torna-se viciante, desenvolve-se de forma demasiado interessante, acaba...não interessa como acaba. O percurso é o mais importante, e o fim é o que tiraste do que "viste", e o quão isso te moveu, o quão aprendeste com o "espreitar" emocional. Sentes-te diferente? Este é o significado. Lida com ele como melhor entenderes. A consciência não deixa de ser a tua. Tiveste o interesse de "espreitar", resta-te decidir se a corrente da acção se mantém interessante. Primeiro vemos pela fechadura o que nos espera atrás da porta, só depois é que decidimos se entramos.
18 de Abril de 2010
Estou certo que não, o que tu vês nunca poderá ser tal e qual o que sou. Talvez na tua perspectiva sim, sou um puzzle completo e montado, não pensas necessária a interacção mais esforçada, o desafio. A minha forma de pensar e ver o mundo são inevitavelmente diferentes das tuas. As tuas percepções cognitivas nunca serão como as minhas. Diferente mundo, circunstâncias, influências, pessoas. Consciências distintas.
O máximo, e o melhor que podes fazer é esforçar-te para resolver o enigma aparentemente inexistente. Procura o que te parece não existir. O mundo, e principalmente as pessoas estão cobertas de "capas", mascaram o seu íntimo numa rotina real e mental. Ser subestimado, por vezes bastante útil, e na maior parte das vezes o mais interessante. Como o desconhecido é apetecível.
Entrar no íntimo de alguém pode parecer difícil...mas basta mudar a forma como vês exactamente tudo, o que sentes. Moldar-te à individualidade alheia. Invadir a psique de outro.
Não há nada que te instrua mais sobre ti próprio como a "invasão emocional" que podes abater sobre outro, seja de que forma for. A capacidade visual abstracta serve perfeitamente o propósito, quando bem usada. É tentador, torna-se viciante, desenvolve-se de forma demasiado interessante, acaba...não interessa como acaba. O percurso é o mais importante, e o fim é o que tiraste do que "viste", e o quão isso te moveu, o quão aprendeste com o "espreitar" emocional. Sentes-te diferente? Este é o significado. Lida com ele como melhor entenderes. A consciência não deixa de ser a tua. Tiveste o interesse de "espreitar", resta-te decidir se a corrente da acção se mantém interessante. Primeiro vemos pela fechadura o que nos espera atrás da porta, só depois é que decidimos se entramos.
18 de Abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Empatia Única
Aliciado e semi-satisfeito num êxtase mergulhado em hormonas emergentes no calor de todo aquele ambiente tão pessoal e agradavelmente pesado. Hipnotizado, querendo a realidade que sinto. Quero sentir o cheiro...o sabor. Não quero só satisfazer o desejo, quero saboreá-lo, cada momento...cada toque...Faço-me cúmplice no jogo de sedução mútuo. Sinto-me como o sedutor e o seduzido. Somos guiados pela demanda, na altura, imperativa. Satisfazer o desejo. Concretizá-lo. Para isto sintonizamo-nos, criamos a empatia pessoal mais forte que se pode criar com alguém. As palavras transformam-se em gestos, gestos mágicos, sinais. Sinais completamente perceptíveis, que denunciam um pedido, ou até uma investida. Sincronização ardente.
Dançamos naquela harmonia pura, numa simbiose sensorial e emocional. O prazer sexual e o amor mostram-se como dois químicos que quando juntos, fazem desaparecer todo o mundo à volta. Nada mais interessa, nada mais existe. Só aquele momento, só aquele prazer, só aquele amor...só ela. Só nós.
14 de Abril de 2010
Dançamos naquela harmonia pura, numa simbiose sensorial e emocional. O prazer sexual e o amor mostram-se como dois químicos que quando juntos, fazem desaparecer todo o mundo à volta. Nada mais interessa, nada mais existe. Só aquele momento, só aquele prazer, só aquele amor...só ela. Só nós.
14 de Abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Altruísmo Egocêntrico
Atribuição do sentido mais abstracto que, incoerentemente a realidade consegue obter, defendida por ilusões desmascaráveis.
Desvanecido e derretido numa consciência em acção de copycat física. Caos real, abstracção mental. Sou exímio no relaxamento racional e emocional. Sinto tudo, nada sofro. Onde está a ambiguidade? - Retórico. Alegria pura, prazer absoluto. Todo o Passado obsoleto, Futuro agradavelmente resoluto, Presente passageiro mas aliciante. Sou um apogeu utópico, base em teoria surreal, com prática impossível, numa concretização simples.
Excelência autêntica na realização, numa pureza personalizada em egoísmo inofensivo, da arte abundantemente violada e deformada. A Arte de Viver.
09 de Abril de 2010
Desvanecido e derretido numa consciência em acção de copycat física. Caos real, abstracção mental. Sou exímio no relaxamento racional e emocional. Sinto tudo, nada sofro. Onde está a ambiguidade? - Retórico. Alegria pura, prazer absoluto. Todo o Passado obsoleto, Futuro agradavelmente resoluto, Presente passageiro mas aliciante. Sou um apogeu utópico, base em teoria surreal, com prática impossível, numa concretização simples.
Excelência autêntica na realização, numa pureza personalizada em egoísmo inofensivo, da arte abundantemente violada e deformada. A Arte de Viver.
09 de Abril de 2010
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