A luz ofusca-me mesmo com os olhos fechados, é como se os meus olhos fossem sugando a luz criando glóbulos, focos de misturas de todas as cores. Este alastrando-se por ligações neurológicas, fazendo do cérebro um sol, sinto-o gradualmente, iluminando-me de dentro para fora.
Sinto as ondas vibratórias, a música. Sincronizam-se harmoniosamente com o meu ouvido. O meu corpo estremece com a exaustão de poder do baixo. Eu sinto a Música. Ela possui-me e consome-me. Mexo-me, como que submisso, ofereço-me de livre vontade e como desejo absoluto ao som, sou um fantoche da adrenalina. A sanidade vagueia, os meus princípios apagam-se. Sinto-me livre, na onda viciante e agressiva de movimento ritmado. Não quero parar, não há paragem possível. Sinto o momento eterno.
19 de Março de 2010
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