segunda-feira, 22 de março de 2010

O Momento

O autocarro do Tempo anda linearmente, e não pára. Há alturas em que gostava que parasse, que me desse a oportunidade de saborear aquele momento um pouco mais, gravar o sorriso, o toque, a imagem. Deixem-me ser ganancioso, deixem-me guardar o sentimento. Quero a sensação. Não quero ser iludido, não quero analogias, quero aquele sentimento, pois, por mais que procure, por mais momentos a vida me proporcione, o seu ciclo é infinito e nunca mais passará ali, o momento é único.

Ganância à parte, vivendo a realidade, de boleia no autocarro, sou limitado aos brindes que o passado me deixa, memórias, memórias de experiências, que apesar de nunca mais serem vividas, marcam-nos para sempre.


17 de Março de 2010

Sem comentários:

Enviar um comentário