Não consegues parar de pensar, é inevitável. E irritante, não é? Não importa o quão distraído estejas, é ímpossivel distraíres-te da tua própria vida. Pois é isso que não pára de circular pela corrente neurológica no teu cérebro. Penses noutro algo, ou alguém, do que tu sabes desse alguém, o que sentes. Mas não é a vida dessa pessoa que está na tua cabeça, é a vida que tem na tua própria vida. O que ela diz ou faz, é um passo na vida dela. No entanto é outro na tua, tem outro significado, pois ela não passa de uma personagem da tua vida, um barco no teu rio. Tal não se trata mais do que relativismo existencial. O que existe para mim não existe de igual forma para ti.
Somos todos indivíduos vivendo o mundo que cada um de nós transporta na cabeça. Desempenhando o papel principal nas nossas histórias. É complicado desenvolver uma história com apenas um papel principal. Todos estes mundos pessoais interligam-se, os papéis relativamente principais criam papeis secundários, unindo um só mundo, uma só história, todos fazemos parte dela, e o que quer que façamos haverá consequências para todos. E é assim, que devemos cuidar a nossa vida como se fosse a de um familiar querido, um amigo chegado. Prepara a tua vida, vive-la, mas vive preparado para dá-la por alguém, pois nem sempre a personagem principal é a mais importante.
18 de Março de 2010
Tens de ler o livro: "Um, Ninguém e Cem Mil" de Pirandello
ResponderEliminarObrigado Melancia. Vou considerar isso!
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